quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Ilha do Mel

Uma das viagens mais "rústicas" que fiz foi no ano passado, na paradisíaca e preservada Ilha do Mel, localizada Estado do Paraná. A Ilha pertence ao município de Paranaguá e é protegida por leis ambientais de preservação do ecossistema local. Por esse motivo, há algumas regras que devem ser seguidas para manter as belezas do lugar. 

Pegamos ônibus em Tatuí, interior de São Paulo e chegamos em Curitiba. De lá fomos para Paranaguá e pegamos a balsa até a Ilha do Mel (esse é o único meio de transporte para se chegar no lugar). Durante o passei - que durou uns 30 minutos - conseguíamos avistar golfinhos que passeavam ao lado do barco.


Ao chegar na Ilha, a primeira impressão que tive foi a de estar chegando em uma comunidade hippie: como era final de semana, havia barraquinhas de artesanato e roupas, pessoas com dread e bares que tocavam músicas do Bob Marley. Os caminhos eram trilhas de terra (não há nem um pedaço asfaltado na Ilha!) e contavam com placas indicando onde ficavam os hotéis, praias e pontos turísticos. Tudo era muito simples e natural, da maneira que eu imaginava.

Para preservar o local, não é permitido o acesso de carros e outros meios que possam danificar o meio ambiente, por isso há várias lojinhas de aluguel de bicicletas, que acabam sendo bem úteis para quem quiser conhecer  os 35 km de Ilha e os seus pontos turísticos. Dá para conhecer boa parte da Ilha, apesar da maios parte dela ser reserva ecológica, o que impossibilita o acesso.

A ilha tem cinco vilarejos: Fortaleza, Nova Brasília, Farol, Praia Grande e Encantadas, e as pousadas são encontradas em todos os lugares. Porém, independente de onde você escolhe ficar, com uma bicicleta, ou mesmo a pé, o acesso a outros cantos da Ilha é fácil e rápido. 

Apesar de ter pegado uma semana de muitas chuvas, consegui conhecer toda a Ilha e seus pontos turísticos. Realmente, é um lugar paradisíaco, onde a poluição ainda não chegou. Indico para casais, jovens que gostam de estar em contato com a natureza e quem estiver precisando renovar as energias. Não tem como não gostar.

Crédito da foto: Luis G. Leme



Criei o blog para poder escrever sobre as coisas que mais gosto e por isso resolvi não delimitá-lo em um ou dois assuntos apenas. Entre os posts você vai encontrar (minhas) opiniões sobre filmes e músicas (digo opiniões porque a palavra 'crítica' é forte demais pra mim), viagens, assuntos do dia-a-dia e o que mais me der vontade de escrever. Sinta-se em casa para comentar, xingar, mandar e-mails ou simplesmente fazer uma visita. Críticas e sugestões são sempre bem-vinda!

Espero que gostem,
Sil

Good Day, Sunshine!

O sol nasceu e o despertador não dá brechas, não se sensibiliza com seu cansaço nem com sua cara feia. Pois é, acordar de manhã para ir trabalhar, estudar ou simplesmente para ir passear pela cidade não é motivo de alegria. Porém, têm algumas coisas que nós podemos fazer para acordar com mais disposição e manter a energia ao longo do dia. 

Para acordar menos emburrada, vamos começar pelo toque do seu celular: nada melhor do que começar o dia ouvindo uma música que você adora, né?! No meu caso, eu coloco "Good day sunshine" dos Beatles no toque do despertador. Já minha amiga colocava "Here comes the sun". No final, o efeito é o mesmo: você acorda um pouquinho menos mau humorado.

Depois de algumas "sonecas" programadas no celular, você finalmente conseguiu ficar de pé (ou mais ou menos isso). Eu sei que a oportunidade de ficar deitado por mais cinco minutinhos é quase irresistível, mas que tal trocar esse tempinho por um banho rápido? Entre cinco e dez minutos é o suficiente, o sono vai embora e você fica mais disposta.

Dizem por aí que o café da manhã é uma das refeições mais importante do dia. Por isso, nada de levantar correndo e esquecer de fazer uma boa refeição. Bolachas, pãezinhos, leite, suco. O importante é que você reponha suas energias para aguentar a correria do dia (afinal, você estava sem comer há pelo menos sete horas!!).

Última dica: coloque um sorriso no rosto, não importa com quanto sono você esteja. Várias pesquisas já comprovaram que quem sorri e acha graça nas pequenas coisas tem mais amigos, é mais feliz e encara com mais facilidade as adversidades que surgem durante o dia. 

Pronto, agora você pode sair. E no final você vai ver que nem precisou levantar muito antes da cama para ter um dia melhor. E se precisou, que valeu à pena!

Dica de música para o seu despertador:

Crédito da Foto: confrariadobaraodegourmandise.blogspot.com

A Bíblia "beat"


O livro de Jack Kerouac publicado em 1957 foi logo consagrado pela sociedade tida como alternativa nos Estados Unidos na época. Assim que foi lançado, a obra que exala álcool e distorções de guitarra foi considerada a bíblia dos beatnicks, os precursores dos hippies nos anos 50 que, cansados do “American Way of Life”, do conformismo e materialismo que regiam a sociedade da época, entregam-se às ruas e bares boêmios nas cidade norte-americanas. O livro foi um marco na contra-cultura literária e influenciou a geração de hippies e, mais tarde, de punks. Além disso, teve grande impacto no cenário musical, pois além de destacar em suas páginas os compassos do jazz, inspirou as futuras bandas de rock. 


Na obra de Kerouac, os protagonistas Dean Moriaty e Sal Paradise – considerado por muitos o espelho do próprio autor – atravessam os Estados Unidos de Nova York a São Francisco pelas faces urbanas do país. Ao longo da história, os personagens se deparam com pessoas e personalidades excêntricas que influenciam a vida dos viajantes. O livo é uma mistura de realidade e ficção, já que os personagens e as histórias fazem parte da própria biografia de Kerouac.

Regado a muito blues, jazz e ácido, o livro prega a ideologia beat da época. A narrativa de Kerouac, carregada de gírias, marginalidade e lirismo, deu a dinamicidade necessária para revolucionar a história da literatura. Apesar de ser duramente criticado pela elite da sociedade, que via a obra como degeneração literária, On the Road é considerada uma revolução aclamada pela contra-cultura.
Por seu caráter rebelde, revolucionário e alternativo, On the Road é leitura obrigatória para quem gosta de ir além dos Best-sellers e quer conhecer um mundo novo e nostálgico das ruas norte-americanas dos anos 50. 
PS.: Além da história ser envolvente e gostosa de ler, devido à oralidade de Kerouac, com o livro você fica por dentro do que é a cultura beat e conhece muita coisa de jazz.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Sobre palavras, sonhos e sutileza


    Olá, pessoal. Depois de anos e anos procrastinando a criação do meu blog, aqui está ele. Fiquei horas pensando qual seria meu primeiro post, afinal, resolvi não delimitar o blog em um só assunto, e por esse motivo dei-me de encontro com milhares de temas voando pela minha cabeça, e laçar um só, diante dessa infinidade de palavras querendo tomar forma, foi muito difícil. Por esse motivo, resolvi postar aqui o texto que eu escrevi para o concurso da editora Abril, que tinha como temática o que era ser jornalista para mim. Nada muito fenomenal, mas fala um pouquinho da minha história, quem eu fui, sou hoje e o que eu penso sobre o jornalismo (minha atual profissão). Enfim, espero que gostem! =)


Sobre palavras, sonhos e sutileza

    Desde pequena gostava de inventar histórias. Filha única, nasci em Tietê, cidadezinha interiorana em que todo mundo conhece todo mundo, as ruas são tranqüilas e há árvores espalhadas pelas calçadas.  Quando era criança, gostava de pegar meus brinquedos e ir com eles para onde eu quisesse: íamos juntos para fazendas, florestas, para o Pólo Norte, Sul ou até mesmo para a (minha) África. Mas, na maioria das vezes, eu não precisava da ajuda dos meus brinquedos. Apenas deitava no sofá, ficava olhando o céu e me perdendo no meu mundo de fantasias.
    À medida que fui crescendo, sentia a necessidade de colocar minhas histórias no papel. Minha mãe costumava me levar todas as semanas à biblioteca da cidade e logo peguei  gosto pela leitura. E daí eu não parei mais. Todos os anos ganhava um diário novo, onde eu contava para aquelas páginas cheias de ursinhos e corações sobre meus medos, meus sonhos e meus amores platônicos e inocentes de quando eu era quase uma adolescente.Quando estava no colegial, minha paixão por livros, pintura e música acompanhava também a vontade adolescente de “salvar o mundo”, mas parecia era algo tão maior que eu, tão inalcançável. Lembro que uma vez meus amigos e eu tivemos a ideia de ir tocar modas de viola no asilo da cidade. “Os velhinho iriam adorar, iam ficar superfelizes!”. Gravamos até um cd com as músicas que entrariam no repertório, mas a falta de talento musical nos fez adiar todas as apresentações. Ficaram os planos, a vontade e a memória de   canções que não se concretizaram.
    Na época, já tinha pensando em ser jornalista várias vezes, mas também queria ser artista, psicóloga, musicista. Mas o gosto pela escrita e a ingênua vontade de mudar as coisas fizeram com que eu optasse pelo jornalismo. E depois de muitos estudos e dedicação, lá estava eu em Bauru, numa universidade pública!
    Na faculdade conheci muitas pessoas como eu, que buscavam ir “contra a corrente”, gostavam de escrever poesia e conversar sobre o Woodstock. Durante os anos, minha vontade e certeza de que queria ser jornalista foram crescendo, apesar de algumas frustrações ao longo do caminho. Com o tempo, descobri que não dava para salvar o mundo daquela maneira que falavam os livros, mas podia tocar uma pessoa por meio de palavras e salvá-la do desconhecimento, da dúvida ou simplesmente da solidão. E com isso descobri a enorme e sutil importância do jornalismo para as pessoas.
    Hoje, às vezes olho para trás e vejo aquela garota com brilho nos olhos, que lutava para conciliar influências de Aldous Huxley e Clarice Lispector no mesmo texto, tocava Beatles e se divertia com a idéia de sair plantando flores pelos buracos de cimento nas calçadas. Fico pensando o quanto dela ainda existe em mim e se ela se orgulharia de me ver onde estou hoje. E fico feliz, realmente muito feliz, em pensar que aquela garota pudesse abrir um sorriso maior que o mundo se soubesse que descobri o quanto simples gestos, simples palavras escritas, podem fazer a diferença. Que você não precisa ser maior que o mundo para ajudá-lo, basta fazer aquilo em que você acredita.