Uma das viagens mais "rústicas" que fiz foi no ano passado, na paradisíaca e preservada Ilha do Mel, localizada Estado do Paraná. A Ilha pertence ao município de Paranaguá e é protegida por leis ambientais de preservação do ecossistema local. Por esse motivo, há algumas regras que devem ser seguidas para manter as belezas do lugar.
Pegamos ônibus em Tatuí, interior de São Paulo e chegamos em Curitiba. De lá fomos para Paranaguá e pegamos a balsa até a Ilha do Mel (esse é o único meio de transporte para se chegar no lugar). Durante o passei - que durou uns 30 minutos - conseguíamos avistar golfinhos que passeavam ao lado do barco.
Ao chegar na Ilha, a primeira impressão que tive foi a de estar chegando em uma comunidade hippie: como era final de semana, havia barraquinhas de artesanato e roupas, pessoas com dread e bares que tocavam músicas do Bob Marley. Os caminhos eram trilhas de terra (não há nem um pedaço asfaltado na Ilha!) e contavam com placas indicando onde ficavam os hotéis, praias e pontos turísticos. Tudo era muito simples e natural, da maneira que eu imaginava.
Para preservar o local, não é permitido o acesso de carros e outros meios que possam danificar o meio ambiente, por isso há várias lojinhas de aluguel de bicicletas, que acabam sendo bem úteis para quem quiser conhecer os 35 km de Ilha e os seus pontos turísticos. Dá para conhecer boa parte da Ilha, apesar da maios parte dela ser reserva ecológica, o que impossibilita o acesso.
A ilha tem cinco vilarejos: Fortaleza, Nova Brasília, Farol, Praia Grande e Encantadas, e as pousadas são encontradas em todos os lugares. Porém, independente de onde você escolhe ficar, com uma bicicleta, ou mesmo a pé, o acesso a outros cantos da Ilha é fácil e rápido.
Apesar de ter pegado uma semana de muitas chuvas, consegui conhecer toda a Ilha e seus pontos turísticos. Realmente, é um lugar paradisíaco, onde a poluição ainda não chegou. Indico para casais, jovens que gostam de estar em contato com a natureza e quem estiver precisando renovar as energias. Não tem como não gostar.
Crédito da foto: Luis G. Leme



